Exemplo que podemos vivenciar 2: caso Borussia Dortmund
Um dos maiores clubes do futebol alemão da atualidade, o Borussia Dortmund chegou a decretar situação de pré-falência no início dos anos 2000, após uma sequência de administrações desastrosas.
Tudo começou após as conquistas da Liga dos Campeões de 1996–97 e, na sequência, do Mundial Interclubes sobre o Cruzeiro. Embalado pelo sucesso, o clube iniciou uma política de gastos desenfreada para tentar se manter no topo do futebol europeu.
O problema é que as despesas passaram a crescer muito mais do que as receitas, até que a situação financeira entrou em colapso em 2004.
Na Liga dos Campeões de 2003–04, o Borussia foi eliminado pelo Club Brugge na fase preliminar e deixou de arrecadar cerca de 30 milhões de euros, agravando ainda mais a crise.
Para sobreviver, o clube precisou vender os direitos de nome do seu estádio e recorrer a um empréstimo junto ao Bayern de Munique para conseguir honrar a folha de pagamento.
Outras medidas drásticas também foram adotadas, como um corte de 20% nos salários de todo o elenco.
Os anos seguintes foram de muito sofrimento. O Borussia praticamente se tornou um "clube fantasma", conseguindo se reerguer quase uma década depois. O renascimento culminou com a campanha até a final da Liga dos Campeões de 2012–13 e, mais recentemente, outra decisão europeia, desta vez contra o Real Madrid de Carlo Ancelotti, na temporada 2023–24.
Literalmente, um dos seus maiores rivais emprestou dinheiro para impedir que o clube fosse à falência.
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